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Sim, para visitar o lado mais ao norte das Américas você vai precisar de visto. Nossos amigos canadenses não abrem mão dele, mas veja pelo lado bom: você pode dar entrada em todo processo pelo correio (ufa! Já basta o visto americano que rola toda aquela parafernalha de preencher coisa na internet, mandar não sei pra onde, agendar, ir pra São Paulo...).
Então, vamos ao processo. E vai por mim: presta atenção e aprenda com os meus erros!
Como funciona?
Você solicita por meio de alguma empresa que trabalhe com isso. Existe mais de um tipo de visto, mas para turistas são dois: para apensas uma entrada e outro para múltiplas entradas. Eles também chamam este visto de "residente temporário".
Onde pedir?
Teoricamente é possível pedir direto no consulado canadense daqui do Brasil, mas sinceramente eu não recomendo. O processo parece ficar mais organizado e até mais rápido se você usar os representantes.
O Brasil tem agora uma empresa que auxilia nos pedidos de visto canadense no mundo todo. Chama-se CVAC - Canada Visa Application Centre. Se você quiser sinceridade, aqui vai: a maioria das agências que oferece serviço de solicitação de visto usa esta empresa para processar o pedido. Logo, melhor ir direto na fonte, né?! O site deles: http://csc-cvac.com/pt-BR/selfservice/cvac_welcome
Quanto custa?
Veja, essas coisas mudam de tempo em tempo né? Mas hoje, dezembro de 2011, o preço para uma entrada é R$125 e para múltiplas entradas R$250.
O CVAC (ou VAC) também cobra uma graninha pelo trabalho deles: R$60.
Faz como mesmo?
Você manda seus documentos lá para o CVAC, junto com os comprovantes das taxas pagas. Aí eles encaminham tudo para o consulado e o consulado, por sua vez, devolve os passaportes com o visto pra você (dando tudo certo, claro).
Que documentos enviar?
O passaporte (óbvio), documentos pessoais, documentos que comprovem sua capacidade de pagar a viagem e mais um zilhão de formulários.
Aqui tem uma lista fornecida pelo VAC com os documentos a serem enviados.
Além disso, você tem que enviar todos estes documentos preenchidos (ô delícia de final de semana preenchendo isso, né?):
- Formulário de Consentimento do VAC
- Visitor Form – IMM 5257
- Family Information Form – IMM 5645
- Formulário de Visitante – Schedule 1
- Questionnaire for Additional Information
- Checklist de Documentos Adicionais – IMM 5484
Os infelizes dos erros... Evite!
- Você tem que fazer o depósito no banco, no caixa. Pode fazer no caixa eletrônico? Não! Pode transferir pela internet? Não. Pode fazer DOC? Não!! Você tem que ir visitar a moça do caixa no Banco HSBC (só e somente só no HSBC);
- E se eu fizer o depósito de outro jeito que não diretamente no caixa? Se ferrou. Vai ter que refazer no caixa e torcer para os caras terem piedade de você e devolverem seu dinheiro (isso depois de abrir um processo interno lá...);
- Você tem que enviar um envelope pré-pago para eles devolverem seu passaporte. Acontece que os correios me informaram que esse envelope só aceita 20g ou algo assim (e como enviei meus três passaportes, meu envelope pesaria muito mais do que isso!). Como ninguém sabia me dizer como resolver isso (o atendimento do VAC é no México, e os mexicanos - acredite - sabem menos do que você sobre o procedimento), eu não mandei. O que aconteceu? Meus passaportes foram devolvidos pelo consulado para o VAC. Sabe quem pode retirar seu passaporte neste caso? Você ou alguém com uma procuração sua e seu documento de identidade ORIGINAL... Legal né?
Demora?
Não muito. Cerca de 20 a 30 dias para todo o processo. Mas a verdade é: melhor não deixar para a última hora né?
Dicas Finais
Leia, releia e leia de novo as regras do VAC. Se você achar que alguma coisa ficou confusa e não ficar muito seguro com o procedimento, faça a solicitação por alguma agência. Eles têm mais experiência e, apesar de você pagar (bem) mais caro, pode evitar esse tipo de dor de cabeça. Você pode dar uma conferida em www.vistos.com.br
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